Publicado por: Delibriand | Agosto 1, 2008

Teoria do RPG: O que é e para que serve?

Nesta série de posts, irei explicar a teoria de RPG mais desenvolvida e aceita (embora não universalmente) chamada The Big Model, desenvolvida primariamente por Ron Edwards através de discussões no fórum The Forge. Vão ser muitos posts sobre este assunto, pois ele é extenso e rende muita discussão, então não me atrevo a prever em quantas partes ele será que dividido. Esclareço também que todos os créditos devem ir para Ron Edwards, eu não desenvolvi a teoria, apenas irei traduzi-la e explicá-la para os leitores.

Para que criar uma teoria do RPG? O RPG como existe atualmente é uma atividade social bastante subjetiva, e duas pessoas descrevendo como ela funciona podem discordar sobre quase tudo. Falta também um vocabulário comum de como falar sobre esse assunto, e para complicar, cada livro usa termos diferentes para falar sobre a mesma coisa.

A teoria do RPG então surge como uma tentavida de entender o nosso hobby, por que fazemos o que fazemos, e porque funciona bem quando de fato funciona. Além disso, ela produz um vocabulário e perspectivas comuns para proporcionar as pessoas a articular o que elas gostam e o que querem da atividade, assim como compreender o que procurar em outras pessoas e nos sistemas para alcançar seus objetivos com o RPG.

Ela não é uma explicação de como se deve jogar RPG, ou uma coleção de “boas práticas”, isso depende de cada um que joga, e eu acredito que não existe certo nem errado no RPG. O que a teoria proporciona são fundamentos para você compreender melhor como você joga e como gostaria de jogar. Afinal, quem é que pode dizer que sempre se diverte ao máximo quando joga qualquer sistema com qualquer pessoa? Quem nunca teve suas frustrações com o RPG? Eu mesmo já tive inúmeras, e essa teoria me ajudou a compreender porque elas aconteceram e o que fazer para evitá-las.

Outra vantagem de possuir um modelo teórico do RPG em si é poder ter ferramentas para analisar os próprios sistemas. Com certeza você já ouviu a frase “Não importa o sistema, um bom mestre consegue fazer um bom jogo em qualquer sistema”. Eu concordo em parte, mas mesmo assim digo que o sistema é importante sim, pois possuem mecânicas que podem favorecer ou atrapalhar certos estilos de jogo. Ao utilizar um sistema com mecânicas que favorecem o mestre, ele terá menos trabalho e mais material pronto para o seu estilo, economizando tempo e esforço, e portanto podendo se concentrar mais no que realmente importa – o jogo em si.

Na próxima parte irei começar a explicar “O Grande Modelo”, stay tuned.

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Responses

  1. so ADMIN

  2. obrigado pelas informações


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